DJI Avata 1 ou Avata 2: Vale Comprar o Antigo?
Quem procura o Avata 1 está quase sempre atrás de economizar. Fui conferir se a conta fecha — e ela não fecha por um motivo que ninguém está contando: na loja da própria DJI, o modelo de 2022 custa mil reais a mais que o de 2024.
Por Equipe Buskando · Política editorial
Análises e curadoria de equipamento FPV. Aprovado na Avaliação Teórica de Piloto de Drone da ANAC. Ver metodologia completa.
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O modelo antigo custa mais caro que o atual
Na loja oficial da DJI, em 10/08/2026, o Avata 1 Explorer Fly More custa R$ 7.990 e o Avata 2 Fly Smart Combo custa R$ 6.990. Os dois estão disponíveis. Consultamos o catálogo pelo código de cada produto, e não pela descrição, justamente para não comparar caixas diferentes.
| Combo na loja oficial | O que vem | Preço |
|---|---|---|
| Avata 2 Fly Smart (1 bateria) | Goggles N3 + RC Motion 3 | R$ 6.990 |
| Avata 1 Explorer Fly More | Goggles Integra + RC Motion 2 + 3 baterias | R$ 7.990 |
| Avata 360 Standard | Geração 2026, com tela | R$ 7.990 |
| Avata 2 Fly Smart (3 baterias) | Goggles N3 + RC Motion 3 | R$ 8.790 |
Repare na terceira linha, porque ela fecha a conta: por exatamente o mesmo preço do Avata 1, a DJI vende o Avata 360, que é a geração de 2026. O mesmo dinheiro compra o drone de quatro anos atrás ou o mais recente da família. Se o seu orçamento chega nessa faixa, a dúvida que interessa nem é esta — é entre o Avata 360 e o Avata 2.
É justo registrar o que o combo do Avata 1 tem de vantagem: ele vem com três baterias, enquanto o Avata 2 de R$ 6.990 vem com uma. Se você comparar com o combo de três baterias do Avata 2, que sai por R$ 8.790, a diferença se inverte e o Avata 1 fica R$ 800 mais barato. É o único ângulo em que o preço dele se defende — e ainda assim você estará comprando quatro anos de atraso e um drone sem peça de reposição no país.
⚠️ E há anúncio do Avata 1 por quase o dobro do preço oficial
Medindo a Amazon brasileira no mesmo dia, encontramos o mesmo combo, mesmo código de produto, anunciado por perto do dobro do valor da loja oficial, com uma unidade em estoque. Listagem de produto que quase não vende passa anos sem ser reprecificada. Confira sempre a loja oficial antes de aceitar preço de marketplace — o nome conhecido no anúncio não garante que o valor faça sentido.
O Avata 1 parou no firmware de dezembro de 2023
A última atualização publicada para o Avata 1 é a v01.05.0000, de 28 de dezembro de 2023. O Avata 2 recebeu a V01.00.0500 em 30 de julho de 2026. Os dois números saem das notas de versão da própria DJI, e qualquer pessoa pode abrir os arquivos e conferir — foi o que fizemos antes de escrever isto.
Isso não transforma o Avata 1 em enfeite. Ele continua voando com o software que tem, e quem já é dono não precisa se desfazer dele por causa disso. O que muda é para quem está comprando agora: correção de falha, compatibilidade com versão nova do aplicativo e ajuste de comportamento em voo não chegam mais. Você compra o produto no estado em que ele foi congelado.
Por que isso pesa mais em FPV que em drone comum
Num drone de câmera, você enxerga o aparelho e reage. De óculos, você vê pela câmera dele — e quem decide o que fazer quando algo dá errado é o firmware: a trava de atitude, o retorno automático, o comportamento na perda de sinal. É exatamente a camada que deixou de ser mantida.
Há um segundo efeito, e ele é mais imediato: a DJI Brasil não vende peça de reposição do Avata 1. Varrendo o catálogo oficial, existem bateria, hélice e hub do Avata 2 e do Avata 360 — do Avata 1, nada. Se quebrar uma hélice, você vai depender de importação ou de estoque de terceiro.
A ficha lado a lado
Verde marca onde o Avata 2 ganha; âmbar marca as duas linhas em que o modelo antigo ganha de verdade, e elas existem — não é uma comparação de mão única.
| Item | DJI Avata (2022) | DJI Avata 2 (2024) |
|---|---|---|
| Preço oficial de entrada | R$ 7.990 | R$ 6.990 |
| Lançamento | 2022 | 2024 |
| Último firmware publicado | 28/12/2023 | 30/07/2026 |
| Peso | 410 g | 377 g |
| Sensor | 1/1,7" | 1/1,3" |
| Campo de visão | 155° | 155° |
| Bitrate de gravação | 150 Mbps | 130 Mbps |
| Perfil de cor | D-Cinelike | D-Log M |
| Autonomia declarada | 18 min | 23 min |
| Transmissão | O3+ · 10 km (FCC) | O4 · 13 km (FCC) |
| Latência de vídeo | 30 ms (Goggles 2) | 24 ms (Goggles 3) |
| Velocidade em Sport | 14 m/s | 16 m/s |
| Resistência a vento | 10,7 m/s (nível 5) | 10,7 m/s (nível 5) |
| Armazenamento interno | 20 GB | 46 GB |
| Bateria | 35,71 Wh | 31,7 Wh |
| Peça de reposição na DJI BR | ❌ não vende | ✅ vende |
Três linhas merecem comentário porque contrariam o que se costuma supor. O campo de visão é igual nos dois: 155°, então não espere enxergar mais do mundo com o modelo novo. A resistência a vento também empata em 10,7 m/s. E o bitrate de gravação caiu de 150 para 130 Mbps na troca de geração — é o único item em que a DJI andou para trás na ficha.
A troca de hélice é o que mais se nota no uso e o que menos aparece em comparativo. O Avata 1 usa cinco pás planas; o Avata 2 passou para três pás inclinadas, bem mais silenciosas e mais eficientes — parte da explicação para ele voar cinco minutos a mais com uma bateria de menos energia. Quem grava com som ambiente nota na primeira decolagem. Se você ainda está entendendo o que separa os sistemas de transmissão, vale ler antes o que muda entre FPV analógico e digital e o que o sistema O4 faz de diferente, porque é a transmissão que separa as duas gerações. Os combos, óculos e modos do modelo atual estão no review completo do Avata 2.
O mito dos óculos que você já tem
“Vou comprar o Avata 1 porque já tenho os óculos” é o argumento que mais faz gente comprar errado — e na maioria dos casos ele é falso. Os DJI Goggles 2 e os Goggles Integra funcionam nas duas gerações. O único óculos que realmente prende você ao Avata 1 são as FPV Goggles V2, as do DJI FPV original.
| Óculos | Avata 1 | Avata 2 |
|---|---|---|
| FPV Goggles V2 | ✅ | ❌ |
| Goggles 2 | ✅ | ✅ |
| Goggles Integra | ✅ | ✅ |
| Goggles N3 | ❌ | ✅ |
| Goggles 3 | ❌ | ✅ |
Existe uma regra que a DJI escreve no próprio FAQ e que evita a compra errada: óculos e controle andam em par de geração. Com Goggles 3 ou N3, só o RC Motion 3 e o Controle Remoto DJI FPV 3; com Goggles 2 ou Integra, só o RC Motion 2 e o Controle Remoto DJI FPV 2. Não dá para misturar. Se está pensando em montar um kit com peça avulsa, confira o par completo antes de gastar — e vale conhecer a diferença entre os Goggles 3 e os N3, que é o que separa os dois combos do Avata 2.
Um custo que quase ninguém soma: nenhum controle de movimento libera o modo manual, nem o RC Motion 2 nem o 3. Para pilotar em manual de verdade é preciso o Controle Remoto DJI FPV — no Avata 2, a versão 3, por volta de R$ 1.790 na loja oficial. No Avata 1 seria a versão 2, que não está mais no catálogo brasileiro. Ou seja, o modelo antigo exige caçar um controle que a DJI não vende mais aqui.
O tombamento em modo manual, e a correção que virou reclamação
A queixa mais comentada da primeira geração era o drone perder o controle e cair girando ao levar muito yaw em modo manual — e a própria DJI respondeu a isso por firmware. Na versão v01.02.0000, de 8 de dezembro de 2022, a nota oficial registra que o Avata passou a detectar atitude anormal e frear sozinho quando gira bruscamente em alta velocidade acima de 5 metros de altura no modo manual.
Repare no desenho da solução: ela não devolve o controle ao piloto, ela tira. O drone passa a intervir e frear por conta própria. Isso reduziu as quedas e criou a reclamação seguinte, que aparece até hoje em fórum de dono — a sensação de perder o comando no meio da manobra, justamente no modo que existe para dar controle total.
Interessa a quem compra o Avata 1 querendo pilotar em manual: você leva o hardware de 2022 com a camada de segurança de dezembro de 2022 por cima, e nada além disso — porque nada além disso foi publicado depois.
O acidente com um Avata 2 que virou boletim oficial
Em maio de 2025, a AAIB — autoridade britânica de investigação de acidentes aéreos — publicou no boletim 5/2025 um caso envolvendo um DJI Avata 2. Segundo o relato registrado, o drone voltava para casa por bateria baixa quando inclinou bruscamente para cima, não se recuperou, tocou a grama, parou de responder aos comandos e acelerou para frente e para cima — atravessou uma rua e uma cerca, sobrevoou uma partida de futebol em andamento e entrou numa arquibancada. Ninguém foi atingido. O dano registrado foi quebra do braço e das hélices.
Como ler esse boletim sem exagerar
O próprio documento informa que a fonte é o formulário de acidente preenchido pelo piloto. É um relato registrado e classificado como acidente por uma autoridade aeronáutica, e não uma investigação técnica que apontou causa. Não dá para concluir daí que o Avata 2 tenha um defeito. Dá para dizer que existe um caso documentado oficialmente, o que é raro em drone de consumo — e o boletim registra que a DJI recebeu o aparelho em garantia e concordou em substituí-lo.
Trouxemos o caso por um motivo prático, não para assustar: ele mostra por que o observador em terra deixou de ser burocracia. Um drone de quase 400 g acelerando sozinho na direção de um público é exatamente o cenário que a exigência de observador existe para cobrir.
Quando o Avata 1 ainda faz sentido
Sobraram dois cenários honestos, e os dois dependem do preço estar bem abaixo do que a loja oficial cobra hoje:
- ✅ Você tem FPV Goggles V2. É o único óculos que não funciona no Avata 2. Quem tem esse conjunto do DJI FPV original realmente aproveita algo comprando o modelo antigo — em qualquer outro óculos, o argumento não existe.
- ✅ Apareceu um usado por valor bem abaixo. Aí a conta vira custo por hora de voo, e a falta de firmware novo entra como desconto que você já aceitou conscientemente.
Se for pelo usado, confira três coisas antes de fechar: se o drone liga e calibra sem erro de ESC, se a bateria não está inchada e quantos ciclos já levou, e se o conjunto vem completo com óculos e controle do mesmo par de geração. Bateria é consumível e, neste caso, é o item mais crítico — não existe reposição oficial no Brasil. Os sinais de que uma célula precisa sair de circulação estão no nosso guia de segurança de bateria, e valem igual para a bateria inteligente da DJI, que é uma LiPo com placa de gestão por cima.
Os dois passam de 250 g — e de óculos você precisa de observador
O Avata 1 tem 410 g e o Avata 2, 377 g. Os dois passam do limite de 250 g, então o cadastro no SISANT é obrigatório por peso nos dois casos — diferente do que acontece com o Neo 2 e o Flip, que ficam abaixo da faixa. O cadastro é gratuito e vale 24 meses.
E há uma segunda camada que vale para qualquer FPV de óculos, independente do peso. O artigo 24 da ICA 100-40, em vigor desde 1º de julho de 2026, diz que o auxílio de um observador de UA é obrigatório para manter a operação em VLOS quando o piloto usa óculos FPV — e o parágrafo seguinte completa que voar de óculos sem observador caracteriza operação BVLOS.
A diferença é grande na prática. Com observador ao seu lado, em comunicação direta e constante, você segue na categoria normal de operação. Sem observador, cai na categoria mais restrita, que pede espaço aéreo segregado e pedido com oito dias de antecedência. Ou seja, a pessoa que vai com você não é companhia: é requisito. O passo a passo completo está em preciso registrar meu drone FPV.
Perguntas frequentes
Vale a pena comprar o DJI Avata 1 hoje?
Novo, não vale — e o motivo é direto: na loja oficial da DJI o Avata 1 custa R$ 7.990 e o Avata 2 de entrada custa R$ 6.990, os dois em estoque. O modelo de 2022 sai mil reais mais caro que o de 2024. Some a isso que o Avata 1 não recebe firmware desde 28 de dezembro de 2023 e que a DJI Brasil não vende nenhuma peça de reposição dele, e não sobra argumento. O Avata 1 só se defende usado, por um valor bem abaixo disso.
Qual a diferença entre o DJI Avata 1 e o Avata 2?
O Avata 2 é mais leve (377 g contra 410 g), tem sensor maior (1/1,3" contra 1/1,7"), voa 23 minutos contra 18, usa a transmissão O4 com 13 km de alcance no lugar da O3+ com 10 km, tem 46 GB internos contra 20 GB e grava em D-Log M. O campo de visão é igual nos dois: 155°. E há duas linhas em que o modelo antigo ganha — ele grava com bitrate maior (150 contra 130 Mbps) e tem bateria com mais energia (35,71 contra 31,7 Wh).
Meus DJI Goggles 2 funcionam no Avata 2?
Funcionam, sim — e essa é a confusão que mais faz gente comprar o drone errado. Os Goggles 2 e os Goggles Integra são compatíveis com as duas gerações de Avata. O único óculos que prende você ao Avata 1 são as FPV Goggles V2, aquelas do DJI FPV original, que não funcionam no Avata 2. Se o seu argumento para comprar o modelo antigo é aproveitar os óculos que já tem, confira qual modelo é o seu antes: na maioria dos casos ele serve nos dois.
Posso misturar óculos e controle de gerações diferentes?
Não. O FAQ oficial da DJI é explícito: com os Goggles 3 ou Goggles N3, só funcionam o RC Motion 3 e o Controle Remoto DJI FPV 3; com os Goggles 2 ou Integra, só o RC Motion 2 e o Controle Remoto DJI FPV 2. Óculos e controle andam em par de geração, e é por isso que comprar peça avulsa para montar um kit costuma dar errado. Confira sempre o par completo antes de comprar qualquer coisa separada.
O DJI Avata 1 ainda recebe atualização de firmware?
Não desde 28 de dezembro de 2023, que é a data da última nota de versão publicada pela DJI para ele. O Avata 2 recebeu firmware em 30 de julho de 2026. Isso não significa que o Avata 1 pare de voar: ele continua funcionando com o software que tem. Significa que correção de falha, compatibilidade com aplicativo novo e ajuste de comportamento em voo não chegam mais. Num drone que se pilota de óculos, essa é a camada que decide o que acontece quando algo dá errado.
Por que existe Avata 1 anunciado por mais de R$ 15.000?
Porque é anúncio de estoque parado, não preço de mercado. Medindo a Amazon brasileira em 10/08/2026, o mesmo combo que a DJI vende por R$ 7.990 aparecia lá por quase o dobro, com uma unidade em estoque. Listagem de produto que quase não vende costuma ficar anos sem ser reprecificada. A regra que vale para qualquer drone: confira o preço na loja oficial antes de aceitar o de marketplace, porque o nome conhecido no anúncio não garante que o valor faça sentido.
O Avata 1 tinha problema de tombamento em modo manual?
Era a queixa mais comentada da primeira geração, e a própria DJI respondeu a ela por firmware. Na versão v01.02.0000, de 8 de dezembro de 2022, a nota oficial diz que o drone passou a detectar atitude anormal e frear automaticamente quando gira bruscamente em alta velocidade acima de 5 metros no modo manual. Repare no desenho da solução: ela não devolve o controle ao piloto, ela tira. Resolveu a queda e criou a reclamação seguinte, de quem sente o comando sendo tomado no meio da manobra.
Existe registro oficial de acidente com o Avata 2?
Existe um. A AAIB, autoridade britânica de investigação de acidentes aéreos, publicou no boletim 5/2025 o caso de um Avata 2 que, segundo o relato registrado, voltava por bateria baixa quando parou de responder aos comandos e acelerou para frente e para cima, atravessou rua e cerca e entrou numa arquibancada durante uma partida de futebol. Ninguém foi atingido. É importante ler com cuidado: a fonte declarada no próprio boletim é o formulário preenchido pelo piloto, então é um relato registrado e classificado como acidente por uma autoridade, não uma investigação técnica que apontou causa. A DJI trocou o aparelho em garantia.
Preciso de controle extra para voar em modo manual?
Precisa, nos dois, e é o custo que ninguém soma. Nenhum controle de movimento libera o modo manual — nem o RC Motion 2, nem o 3. No Avata 2 é preciso o Controle Remoto DJI FPV 3, que sai por volta de R$ 1.790 na loja oficial. No Avata 1, o equivalente é o Controle Remoto DJI FPV 2, que não está no catálogo brasileiro. Ou seja: se o seu objetivo é pilotar em manual de verdade, o Avata 1 exige caçar um controle que a DJI não vende mais aqui.
Os dois Avata precisam de cadastro na ANAC?
Sim, os dois. O Avata 1 tem 410 g e o Avata 2, 377 g — os dois passam do limite de 250 g, então o cadastro no SISANT é obrigatório por peso, diferente do que acontece com Neo 2 e Flip. O cadastro vale 24 meses e é gratuito. E vale lembrar que, desde 1º de julho de 2026, a autorização de voo pelo SARPAS passou a ser exigida para qualquer drone, inclusive os leves.
Voar de óculos é BVLOS? Preciso de observador?
Precisa de observador, e é ele que evita o BVLOS. O artigo 24 da ICA 100-40, em vigor desde 1º de julho de 2026, diz que o auxílio de um observador de UA é obrigatório para manter a operação em VLOS quando o piloto usa óculos FPV — e o parágrafo 1º completa que voar de óculos sem observador caracteriza operação BVLOS. Na prática: com observador ao seu lado, em comunicação direta e constante, você segue na categoria normal; sem ele, cai na categoria mais restrita, que exige espaço aéreo segregado e pedido com oito dias de antecedência.
O Avata 2 é mais silencioso que o Avata 1?
É, e é uma das mudanças que mais se nota no uso. O Avata 1 usa hélices de cinco pás planas e o Avata 2 passou para três pás inclinadas, desenho que reduz o ruído e melhora a eficiência — parte da explicação para ele voar mais tempo com uma bateria de menos energia. Não publicamos número em decibéis porque as medições disponíveis usam metodologias diferentes e não são comparáveis entre si.
Em que situação o Avata 1 ainda faz sentido?
Em duas, e as duas dependem do preço. A primeira é você já ter as FPV Goggles V2, o único óculos que não funciona no Avata 2 — aí o modelo antigo é a única opção que aproveita o que você já tem. A segunda é encontrar um usado por valor bem abaixo do Avata 2, aceitando que ele não recebe mais firmware e que peça de reposição não existe na loja oficial. Comprar novo, pagando mil reais a mais que o modelo atual, não tem defesa.
Existe uma opção melhor que os dois pelo mesmo preço?
Existe, e é o que fecha a conta contra o Avata 1: por exatamente os mesmos R$ 7.990 do Avata 1, a loja oficial vende o DJI Avata 360 Standard, que é a geração de 2026. Ou seja, o mesmo dinheiro compra o drone de quatro anos atrás ou o mais recente da família. Se o seu orçamento chega nessa faixa, a comparação que interessa não é entre Avata 1 e Avata 2 — é entre Avata 2 e Avata 360.
Veredicto
Comprando novo, o Avata 2. Ele é mais leve, filma com sensor maior, voa cinco minutos a mais, é bem mais silencioso, usa a transmissão atual, continua recebendo firmware, tem peça de reposição no Brasil — e ainda custa mil reais menos que o modelo de 2022 na loja da própria DJI. Quando o antigo é mais caro e pior ao mesmo tempo, a decisão para de ser difícil.
O Avata 1 sobrevive em dois cenários, os dois com preço bem abaixo do oficial: se você tem as FPV Goggles V2, o único óculos que não migra, ou se achou um usado barato e aceita ficar sem atualização e sem peça. Fora disso, não há ângulo em que ele ganhe — e se você encontrar um anunciado por mais de R$ 15.000, como existe hoje em marketplace, é anúncio parado, não produto superior.
Um conselho antes da compra, seja qual for: os dois são drones acima de 250 g, voados de óculos, com observador obrigatório e cadastro na ANAC. Voar de óculos exige reflexo que não se aprende no ar sem quebrar equipamento caro. Comece pelo simulador, quebre de graça algumas dezenas de vezes e chegue no drone sabendo pilotar. Se o que você quer é voo imersivo com menos burocracia, o DJI Neo 2 voa com óculos e fica abaixo de 250 g.
Preços da loja oficial conferidos em 10/08/2026 — confira o valor atual na loja.
Transparência
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